sábado, 31 de agosto de 2013

Edifícios Verdes certificados - Vale a pena construir?

A grande pergunta quando se fala sobre o conceito de edifícios verdes, com um melhor uso de água e energia, com certeza é: vale a pena? É viável?
De acordo com estudos recentes, inclusive publicados na revista Guia de Sustentabilidade Meio Ambiente, sem dúvida vale a pena.
Os custos estimados voltados para construção de um edifício verde seriam entre 2 a 7% mais altos que de uma construção normal. Entretanto, de acordo com os mesmos estudos, a economia de água atingiria 50%, sem contar com a economia também de luz, que estaria por volta de 30%.
O Brasil atualmente é o quarto maior certificador do mundo de edifícios verdes, atrás somente de Estados Unidos, China e Emirados Árabes. Um dos principais certificadores é o Green Building Concil, que avalia  no procedimento de certificação os seguintes itens:



Sustainable sites (Espaço Sustentável) – Encoraja estratégias que minimizam o impacto no ecossistema durante a implantação da edificação e aborda questões fundamentais de grandes centros urbanos, como redução do uso do carro e das ilhas de calor.
Water efficiency (Eficiência do uso da água) – Promove inovações para o uso racional da água, com foco na redução do consumo de água potável e alternativas de tratamento e reuso dos recursos.
Energy & atmosphere (Energia e Atmosfera) – Promove eficiência energética nas edificações por meio de estratégias simples e inovadoras, como por exemplo simulações energéticas, medições, comissionamento de sistemas e utilização de equipamentos e sistemas eficientes.
Materials & resources (Materiais e Recursos) - Encoraja o uso de materiais de baixo impacto ambiental (reciclados, regionais, recicláveis, de reuso, etc.) e reduz a geração de resíduos, além de promover o descarte consciente, desviando o volume de resíduos gerados dos aterros sanitários.
Indoor environmental quality (Qualidade ambiental interna)– Promove a qualidade ambiental interna do ar, essencial para ambientes com alta permanência de pessoas, com foco na escolha de materiais com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis, controlabilidade de sistemas, conforto térmico e priorização de espaços com vista externa e luz natural.
Innovation in design or innovation in operations (Inovação e Processos) – Incentiva a busca de conhecimento sobre Green Buildings, assim como, a criação de medidas projetuais não descritas nas categorias do LEED. Pontos de desempenho exemplar estão habilitados para esta categoria.
Regional priority credits (Créditos de Prioridade Regional) – Incentiva os créditos definidos como prioridade regional para cada país, de acordo com as diferenças ambientais, sociais e econômicas existentes em cada local.. Quatro pontos estão disponíveis para esta categoria.


  • Mais uma vez fica a ideia: viabilidade econômica existe, inclusive com benefícios econômicos para os futuros proprietários destes empreendimentos. Além de uma estratégia de marketing é a garantia de um cliente satisfeito com economia de gastos mensais, além de contribuir com o Meio Ambiente.
    Um grande abraço e bom final de semana!

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